quarta-feira, 13 de junho de 2012

Tudo dando certo

Muito bem, faz um tempinho que não posto pois uns dias foram ruins e os que foram bons eu aproveitei pra batalhar e curtir.
Novidade: minha biópsia teve bons resultados. Não há infiltração e posso já pensar nos próximos passos para o transplante de medula.
Para isso fiz um novo PET SCAN e estou aguardando os resultados. Foi bem difícil conseguir a autorização da AMIL e aprendi algumas coisinhas que acho importante compartilhar:
1. Se o exame tem urgência deve estar marcado na guia preenchida pelo médico. Não vale estar no relatório ou qualquer outro documento que o acompanhe.
2. Se é um procedimento de alta complexidade, como o PET, o convênio tem de 5 a 21 dias úteis para autorizar o procedimento. No caso de o pedido do médico indicar urgência este prazo cai bastante.
As regras da ANS são bem chatinhas de ler, mas pelo telefone 0800 701 9656 as atendentes explicam o que é direito do usuário e do plano. Só não adianta ter grandes esperanças de resolução via ANS, é só para consultar mesmo pois como disse a atendente, eles não são um órgão jurídico.

Ah, gostaria de destacar o tratamento pouco humano e caloroso de todos os atendentes... Seja do convênio ou da ANS. Parecem máquinas burocráticas falando com a gente. Não demonstram qualquer sensibilidade com quem está de alguma forma fragilizado do lado de cá. Aliás eu me senti realmente muito mal nessa batalha, como se minha vida não valesse nada. É difícil quando estamos lutando para um exame que vai definir seu tratamento e a luta pela saúde ter que lidar com pessoas indiferentes, que dizem que é preciso aguardar ou que nada é possível fazer. Ter informação é muito importante, mas ter o respeito é ainda mais.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pra me alegrar

Uhu, minha música!!!!

Biópsia de medula

Terceira tentativa... dessa vez vai dar certo e o material vai ser suficiente.

Da experiência, só uma frase resume: eu nua, despida de toda minha dignidade.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

Novo visual

1º vídeo-sugerido pelos amigos

Assunto: maquiagem simples para um dia de quimioterapia e a minha primeira exibição careca.


domingo, 1 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Almoço de fim de semana

Hmm.... este final de semana eu abusei. Aproveitei para testar algumas receitas e receber com gosto algumas pessoas muito queridas para provar (e aprovar?).
O cardápio do almoço de sábado:
Salada à catalunha;
Contrafilé com aspargos frescos acompanhado de risoto;
Mousse de tangerina com pedaços de abacaxi.

Os nomes são mais chiques que a comida, que fora um truque aqui outro alí, foi toda muito símples.

A salada à catalunha... nada mais que tomates temperados. Eu escolhi tomates-uva, aqueles pequenos como os cereja mas mais ovais, que estão bem docinhos nesta época e fáceis de encontrar.
Prepare a vasinha que vai receber os tomates e vai para a mesa, esfregando meio dente de alho no fundo. Os tomates devem estar partidos, para pegar um leve sabor do alho e ficar mais fáceis de fisgar com o garfo. Um fio de azeite e pouco sal, só para juntar tudo. Se a pessoa quiser ela completa o sal no prato.
Quantidade: para três pessoas comerem bem, usei uma bandejinha de mercado (400gr mais ou menos) daria para 4 pessoas, sem prejuízo.

O prato principal deve ser iniciado pelo risoto que demora mais tempo. Começando pelo caldo, ferva água com um dente de alho cortado em 4 (não precisa picar), e legumes e tempeiros à sua escolha. Na praticidade pode substituir por caldo de legumes e de carne. Eu sempre coloco mais caldo de legumes que de carne, na proporção 2:1. Mantendo o caldo sempre quente, começar o processo do risoto: uma cebora ralada, em um fio de azeite (é pouco mesmo, só o suficiente para não queimar a cebola), depois que a cebola estiver transparente, acrescentar o arroz para risoto (hoje em dia tem umas marcas comuns no mercado) e refogar um pouco. Se tiver vinho branco, este é o momento de acrescenter um cálice (1/3 de copo de requeijão). Sempre mexendo para o arroz soltar o amido, deixe o vinho praticamente secar e acrescente aos poucos o caldo. O truque é deixar o líquido quase secar para acrescentar uma ou duas conhas de caldo, e sempre mexer bem. O arroz não deve ser lavado antes de ir para a panela e esta eu sugiro uma panela larga ou uma frigideira um pouco mais alta. Não será preciso tampar em nenhum ponto do processo.
O ponto do risoto é definido pelo gosto de quem vai comer, sendo que alguns preferem al dente (mais firme) e outros bem mole. Chegando ao ponto desejado retire do fogo (se só desligar o fogão a boca ainda quente vai continuar o cozimento, então tire mesmo do fogo), misture uma colherada de manteiga e um bom punhado de queijo ralado.
Quantidades: meio copo de arroz (cru) serve bem uma pessoa, e pede entre 1/2 e 3/4 de litro de caldo. Uma colher de sopa de manteiga é para servir 3 pessoas, reduza conforme a quantidade e o gosto pessoal. O mesmo vale para o queijo ralado. Ah, eu prefiro o queijo que a gente compra o pedaço e rala em casa, é sempre mais saboroso e se pode escolher o queijo que tenha mais ou menos sal.
Servir imediatamente!

Enquanto preparei o risoto, em outra panela cozinhei os aspargos frescos. Aqueles de cor forte são mais atraentes pra mim. O truque que aprendi com o Jamie Oliver é amarrá-los e cozinhá-los de pé, com as pontinhas para cima, só na água com sal. No meu caso as pontinhas ficaram mesmo para fora da água, mas dentro da panela. É melhor optar por uma panela mais alta que larga... Uns 20 minutos foram suficientes para deixar macio sem desmanchar. Prontos ficaram esperando termianr os bifes para serem passados na frigireira de leve, só pra resgatas um saborzinho a mais.

A carne... Bom, confesso que tenho uma certa preguiça de preparar carnes que precisem marinar, então os bifes caem muito bem. Escolha a carne de sua preferência, com uma cor vermelho vivo, nada de carne marrom, passada. A altura do bife é proporcional ao ponto desejado... se gostar mais mal-passado, escolha bifes mais altos, mais ao ponto, menos altos. Nada de bife fininho, nem batido ou amaciado, isso tira a estrutura da carne e deixa mais ressecada. Começe com 1 cm de espessura e teste seu gosto.
Escolha uma frigideira antiaderente, e deixe que ela fique bem quente. Eu gosto de uma frigideira mais larga em que caibam 2 bifes folgados (não coloque muitos de uma vez). No calorzão coloque o bife e deixe pegar cor. Vendo pela lateral você saberá o quanto aquele lado já cozinhou. Não fique mexendo a carne, deixe ela curtir o bronze! Depois de virar acrescente sal no lado já dourado. ATENÇÃO, EU NÃO ESQUECI O TEMPEIRO, É SÓ O SAL MESMO E SÓ NESTE MOMENTO! Depois salgue o outro lado. Repita o processo com todos os bifes e procure deixar a frigideira numa temeratura alta o suficiente para não juntar água, mas controlada para não queimar por fora e deixar mais cru do que você gostaria por dentro.
Depois de todos prontos, volte à frigideira e acrescente um pedacinho de manteiga. Vamos dizer uma colher de café para cada bife... Lambreque os sapecas e deixe à parte. Neste ponto os bifes já devem ter criado um caldinho próprio, que agora de mistura à manteiga e fica de lamber os beiços. Se quiser mais tempeiros, use este caldinho para refogar cebolas e/ou alhos e jogue tudo por cima (pra não secar o caldo todo no processo de refogar os tempeiros, acrescente colheradas de água o suficiente). Tá pronta esta parte.

Eu dou preferência por servir em panelas bonitas pois é uma coisa a menos para lavar, mas na falta destas uma travessa elegante cai bem. Arrume os aspargos sobre os bifes para parecer um arranjo complicadíssimo.

Sobremesa: a mousse de tangerina... Bom, eu comecei com a gelatina... Optei pela de tangerina, que tem gosto e cor muito atraentes. Um copo de água quente, dissolve um pacotinho de gelatina, meio copo de água fria e geladeira até endurecer (fazer na noite anterior ajuda, tentar adiantar no freezer fica péssimo, cria cristais de gelo e desanda a receita; não usar a gelatina endurecida faz o restante dos ingredientes se separar no processo e fica estranhíssimo).
Depois siga para o abacaxi, descascando, fatiando e picando em cubos de 0,5 cm. Uma fatia por pessoa é suficiente. Coloque em uma panela 1/2 litro de água, 1/3 de xícara de açúcar (esta medida deixa médio doce, e nunca tentei com adoçantes, mas deve ser possível) e depois de ferver acrescente o abacaxi. Uns 10 a 15 minutos em fogo baixo são suficientes. Não gosto de desperdício, mas nesta receita eu só uso o abacaxi, escorrido depois de cozido, a calda pode ser usada como a imaginação mandar.
Isso feito, reserve o abacaxi, e no liquidificador bata a gelatina endurecida, 1/2 lata de leite condençado, 1/2 de creme de leite e 1/2 de iogurte. Se quiser aliviar a consiência use tudo light... Se quiser arrendondar a receita dobre tudo, uma lata, uma lata, uma lata, 2 gelatinas. Bata bem até virar um creme. Despeje em um pote bonito ou faça poroes individuais, misturando o abacaxi com cuidado. Como a gelatina já estava dura, o resultado pede pouco tempo a mais de geladeira. Depois de pronto pode até aproveitar e regar com a calda, mas cuidado para não exagerar no doce e ficar enjoativo.
Se quiser enfeitar mais, é só usar folhas de hortelã por cima, ou chantili, ou ambos...

Pronto, refeição de 3 pratos! Tudo perfeito para uma boa conversa..... Ah, não tenha pressa em terminar os pratos e passar para o seguinte... a digestão vai devagar se processando e o papo bom vai rolando....

Pena que não fotografei!